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Portugal
JOC apela à libertação
Jovens querem fim da pressão na escola e no trabalho
Texto J.B. | Foto DR | 12/04/2018 | 08:42
Juventude Operária Católica afirma que atualmente não é possível viver com dignidade, e que a pressão na escola e no trabalho não permitem que estes sejam considerados como um meio para a realização dos seres humanos
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As pressões e frustrações sofridas pelos jovens no dia-a-dia em ambiente escolar e laboral, são alvo de uma análise e tomada de posição por parte dos membros do grupo de trabalho da «Campanha nacional contra a pressão na vida dos jovens – Na escola e no trabalho», promovida pela Juventude Operária Católica (JOC). «Sentimos que é difícil dar resposta às situações de pressão que vivemos, e que o medo das represálias e/ou exclusão nos impede por vezes de agir», lamentam os jovens.

 

Os elementos da JOC afirmam que a atual conjuntura não permite que o dia-a-dia seja vivido com dignidade. «Vivemos numa sociedade que nos pressiona, tanto no contexto escolar, como nos nossos locais de trabalho. Estas situações de vida, de milhares de jovens, inquietam-nos, porque não nos permitem testemunhar o dom da vida que Deus ofereceu a cada um de nós. Não nos permitem viver dignamente, ainda que vivamos no amor», referem.

 

Os jovens católicos lamentam ainda o facto de a escola e o trabalho não serem considerados como um contributo para a realização dos seres humanos. «O caminho proposto por Jesus contrasta muito com o que vemos neste momento. A escola e o trabalho não são sentidos como um desígnio de Deus, uma missão que nos pode realizar e humanizar; principalmente porque somos parte de um sistema económico esmagador, que põe valor em coisas supérfluas e passageiras, mas não valoriza os direitos inalienáveis que cada ser humano tem, só por vir ao mundo, por ser filho(a) de Deus», frisam.

 

Perante este cenário, os jovens deixam um repto dirigido aos mais novos – «Liberta-te!» – vocábulo que também intitula o comunicado dedicado à campanha, através do qual se manifestam. Os membros da JOC afirmam que se sentem impelidos a «semear a paz» junto das pessoas que os rodeiam e a tornarem-se anunciadores de uma «revolução da ternura», de maneira a «dizer não a esta pressão!» 

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