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Fátima
«A eutanásia não elimina a dor, elimina a vida»
Texto F.P. | Foto Ana Paula | 12/04/2018 | 17:22
Bispos reiteram a «defesa intransigente da vida humana» e recordam que há muito a fazer antes de se falar em legalização da eutanásia, nomeadamente no campo dos cuidados paliativos
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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apelou esta quinta-feira, 12 de abril, a um «diálogo sereno e humanizador» em relação à eutanásia, salientando que há um trabalho por fazer no reforço dos cuidados paliativos e que «o ser humano é sempre sagrado, desde a sua conceção, em todas as etapas da sua existência, até à sua morte natural».

No final da Assembleia Plenária da CEP, o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, alertou ainda para o perigo de uma eventual despenalização da eutanásia: «É que abrindo essa porta, ela vai escancarar-se e a certa altura até se pode criar uma situação de medo e desconfiança em relação às instituições de saúde».

Convidado a pronunciar-se sobre se a Igreja concordava ou defendia a realização de um referendo sobre esta matéria, o também presidente da CEP, reconheceu que essa «é uma possibilidade legal», mas «há muita coisa a fazer antes disso e até em vez disso». «A eutanásia não elimina a dor, elimina a vida», sublinhou.

«Isto não é uma posição confessional é uma posição humana. Quando sucessivos bastonários da ordem dos médicos dizem que a eutanásia não é uma resposta legitima ao problema, não temos que ter isto em conta? Sobretudo porque estamos muito longe de efetivar as possibilidades paliativas que estão ao nosso alcance, se as quisermos realmente usar», afirmou Manuel Clemente.

No comunicado final, os bispos manifestaram ainda preocupação com as possíveis repercussões legislativas e educativas de uma lei sobre a mudança de sexo, que pode permitir a mudança a menores de 16 anos.«Estar a antecipar para uma fase ainda muito juvenil uma decisão deste género é para nós muito ilegítimo», realçou o presidente da CEP.
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