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América Latina falha combate ao matrimónio infantil
Texto F.P. | Foto UNICEF | 13/04/2018 | 15:06
É a única região do mundo onde a taxa de casamentos precoces não diminuiu na última década. Nações Unidas lançaram um plano para tentar travar o avanço deste flagelo que prejudica gravemente o desenvolvimento das meninas
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Se a tendência atual se mantiver, pelo menos 20 milhões de meninas da região da América Latina e Caraíbas terão casado até 2030, revela a assessora regional de género do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Shelly Abdool, sublinhando que esta foi a única região do planeta onde a taxa de casamento infantil não diminuiu na última década.

«A taxa de redução de matrimónios infantis e uniões precoces é a mais lenta do mundo. Temos que acelerar os esforços umas 200 vezes para alcançar as metas da Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas», afirmou a responsável, acrescentando que sem ações concretas e rápidas, a América Latina ocupará o segundo posto mais alto da lista de matrimónio infantil em 2030.

Segundo Abdool, «há um silêncio político e social, que está a mudar pouco a pouco, mas não é um tema que se fale, que se discuta e que se debata na região. É quase como se imaginássemos que o matrimónio infantil está a afetar somente outras regiões mas não as meninas da América Latina e Caraíbas».

Para tentar inverter esta situação, o UNICEF, em conjunto com o Fundo da População e a ONU Mulheres, lançou um programa regional, assente em quatro ideias fundamentais: reforçar as leis para estabelecer os 18 anos como limite mínimo para casar; promover ações conjuntas contra o matrimónio infantil, a gravidez precoce e a violência; incentivar o empoderamento das meninas e melhorar a recolha de dados e a cooperação.
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