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Crianças moçambicanas entram na escola sem saber português
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/04/2018 | 07:02
Esmagadora maioria dos alunos começa a frequentar o ensino primário sem conseguir falar português, o que prejudica o processo de ensino e de aprendizagem. Tutela aposta no ensino bilingue para ultrapassar o problema
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Os maus resultados nas escolas do ensino primário em Moçambique podem estar relacionadas com o facto de cerca de 90 por cento das crianças iniciarem a vida escolar sem saber falar o português, revelou a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortone.

«Um olhar atento sobre as nossas estatísticas permite perceber, claramente, o quanto os nossos concidadãos não podem usufruir dos serviços de saúde, de justiça e acesso à informação porque não conseguem permanecer no sistema de ensino por não saberem falar a língua portuguesa», afirmou a governante.

O ano passado, o Ministério da Educação anunciou que o ensino primário vai passar a usar as 16 línguas nacionais, em conjunto com o português, para facilitar a aprendizagem. Sortone esclarece que o ensino bilingue deve ser encarado como uma «nova dinâmica na sala de aulas», como uma ferramenta que pode facilitar o processo de ensino, sobretudo nas zonas rurais.
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