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Envolver as comunidades no combate à Sida
Texto F.P. | Foto Lusa | 17/04/2018 | 10:17
Organizações não governamentais sugerem que seja dada mais responsabilidade aos técnicos sanitários e promovido o envolvimento das comunidades no combate ao vírus no continente africano
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Apesar dos esforços para aumentar o número de pessoas que recebem tratamento antirretroviral na África central e ocidental, a região encontra-se longe de alcançar os seus objetivos na luta contra a propagação do vírus HIV. Para agilizar o processo, várias organizações propõem aos médicos que deleguem mais no pessoal sanitário e nas comunidades locais.

Segundo o diretor executivo da ONU Sida, Michel Sidiblé, 30 por cento das mortes na região resultam de doenças relacionadas com o vírus. Há sete meses foi lançado um plano para melhorar a assistência, mas apenas se conseguiu um aumento de 10 por cento do número de pessoas em tratamento, o que «não é suficiente».

Isto sucede porque as comunidades contam com um número reduzido de médicos que, em muitos casos, não têm capacidade para abordar o problema no seu conjunto. Por isso, os especialistas propõem delegar as tarefas médicas nas comunidades, dando-lhes uma maior margem de manobra na hora de responder às suas próprias necessidades.

«Não se trata de substituir os médicos», mas sim de ajudá-los a evitar que as pessoas com HIV se vejam privadas de acesso a medicação por falta de recursos. E os agentes sanitários das comunidades geram mais confiança e conhecem melhor os problemas locais. Por outro lado, são mais eficazes a informar a população sobre como dar-se conta de que padecem da doença ou prevenir o contágio, defendem os peritos.
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