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ONU critica violência em Gaza
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/05/2018 | 15:09
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos critica o uso da força contra os manifestantes, por parte das forças de segurança israelitas, que provocou dezenas de mortos
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O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra´ad Al Hussein, acusou as autoridades israelitas, esta terça-feira, 15 de maio, de dispararem indiscriminadamente contra qualquer palestiniano que se manifeste em Gaza, independentemente de representar, ou não, uma ameaça iminente.

«Parece que qualquer um pode ser morto a tiro. Não é aceitável dizer que se trata do Hamas e portanto está correto», explicou o porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, rebatendo a justificação apresentada por Israel, que acusou o movimento islamita que controla Gaza de ter sido o promotor da manifestação de protesto.

Entre as quase 60 pessoas mortas na segunda-feira, 14, principalmente por atiradores israelitas, estava um biamputado. Além das vítimas mortais, ficaram feridas cerca de 2.400 pessoas, no dia mais violento do conflito israelo-palestiniano, desde a guerra de 2014. «Que ameaça pode representar um homem biamputado do outro lado de uma cerca ampla e fortificada?», questionou Colville, exigindo que os responsáveis sejam obrigados «a prestar contas».
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