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Toxicodependentes executados no Bangladesh
Texto F.P. | Foto Lusa | 10/06/2018 | 13:24
Em três semanas, mais de uma centena de pessoas dependentes de drogas terá sido executada no país. O governo declarou guerra ao consumo de estupefacientes, mas a ONU pede que sejam respeitados os direitos humanos
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelou ao governo do Bangladesh que adote uma política anti-narcóticos que respeite a vida humana, depois da execução extrajudicial de pelo menos 130 pessoas dependentes de drogas, em apenas três semanas.

Em meados de maio, o executivo declarou tolerância zero aos estupefacientes para fazer frente ao crescente consumo de drogas, e desde então, além das execuções que se presume terem sido consumadas pelas forças de segurança, foram detidos 13 mil consumidores de narcóticos.

«Todas as pessoas têm direito à vida. Uma pessoa não perde os seus direitos humanos por consumir ou vender drogas. A presunção de inocência e o direito ao devido processo devem estar à frente de qualquer iniciativa contra o delito», sublinhou o Alto Comissariado, liderado por Zeid Al Hussein.

A polícia anti-narcóticos tem desencadeado várias operações, principalmente em bairros marginais, o que fez aumentar entre os toxicodependentes das comunidades mais vulneráveis o receio de serem detidos ou executados se recorrerem aos serviços de saúde.

«Não há dúvida que o tráfico e a venda ilegal de narcóticos causa grande sofrimento aos cidadãos e às comunidades, mas as execuções extra-judiciais, as detenções arbitrárias e a estigmatização dos consumidores de drogas não são a resposta ao problema», realçou Hussein.
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