+ infoAcontecer
Mundo
África
Grávidas e mães adolescentes impedidas de ir à escola
Texto F.P. | Foto DR | 11/06/2018 | 16:34
Investigação de organização de defesa dos direitos humanos detetou dezenas de milhares de raparigas discriminadas no acesso à educação em vários países do continente africano
imagem
Os piores exemplos vivem-se na Guiné Equatorial, Serra Leoa e Tanzânia. Segundo um estudo da organização internacional Human Rights Watch (HRW), divulgado esta segunda-feira, 11 de junho, dezenas de milhares de raparigas grávidas e mães adolescentes estão impedidas ou são desencorajadas de frequentar a escola em vários países de África.

No documento, destinado a assinalar o Dia da Criança Africana, que se celebra a 16 de junho, a organização de defesa e promoção dos direitos humanos apela à necessidade de os governos do continente garantirem o direito à educação de todos os jovens, sem qualquer discriminação.

De acordo com a HRW, citada pela agência Lusa, África tem um dos maiores índices de gravidezes na adolescência do mundo, pelo que os governos do continente devem, «com urgência», aprovar legislação e políticas para garantir que as escolas permitam e apoiem as raparigas grávidas para que se mantenham nos estabelecimentos escolares.

«Em muitos países africanos, as raparigas grávidas e as mães adolescentes são forçadas a abandonar a escola, ficando privadas do direito à educação. Apesar de se ter registado algum progresso, os países da União Africana necessitam de trabalhar em conjunto para garantir que não seja negado a nenhuma rapariga o direito à educação por causa de estar grávida», sublinhou Elin Martinez, investigador dos direitos das crianças na HRW.
Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.