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OIM pede que migrantes resgatados não sejam detidos
Texto F.P. | Foto Lusa | 10/07/2018 | 07:02
Objetivo é que os migrantes resgatados nas travessias do Mediterrâneo e levados de volta para a Líbia não sejam colocados em centros de detenção, mas repatriados de forma voluntária
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O diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, pediu às autoridades líbias que deixem de deter os migrantes intercetados pela guarda costeira quando tentam atravessar o Mediterrâneo. A ideia é acelerar o processo de retorno voluntário dos migrantes aos seus países de origem.

«No meu encontro com o primeiro-ministro pedi que os migrantes trazidos de volta à costa ou resgatados pela guarda costeira, não sejam levados para centros de detenção. Aqueles que desejam voltar aos seus lugares, deveriam ser repatriados voluntária e rapidamente aos seus países de origem em vez de permanecerem detidos», afirmou Swing.

Com o apoio da União Europeia, a Líbia tem aumentado as operações contra o tráfico de pessoas. Em consequência, a quantidade de migrantes resgatados ou intercetados pela guarda costeira ainda nas águas territoriais líbias aumentou consideravelmente e nem sempre as condições em que são colocados nos centros de detenção são as melhores.

Neste momento existem 17 centros de detenção espalhados pela Líbia, em contraste com os 54 que existiam o ano passado. O governo assegura a supervisão de alguns deles, mas a fiscalização está longe de ser integral. Por isso, existem suspeitas de abusos de direitos humanos em várias destas infraestruturas.
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