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A Missão Conta
Conferência Regional dos Missionários da Consolata em Moçambique
O futuro como discípulos missionários
Texto Luiz António de Brito | Foto Justus Adeka | 13/07/2018 | 17:34
Missionários da Consolata de Moçambique e Angola estiveram reunidos em Conferência Regional para traçar as metas para os próximos seis anos
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Os Missionários da Consolata (IMC) da Região Moçambique, que compreende os países de Moçambique e Angola, reuniram-se por ocasião da IX Conferência Regional entre os dias 4 e 12 de julho no Centro de Espiritualidade de Laulane, em Maputo, para avaliar os últimos seis anos de atividades e planear o seu serviço missionário para o próximo sexênio.

A Conferência Regional é um encontro de carácter avaliativo e programativo que ocorre a cada seis anos nos países onde os missionários da Consolata trabalham e uma ocasião para partilhar o caminho percorrido e traçar novas metas. Este ano, o encontro desenvolveu-se sob o lema «Missionários da Consolata em Moçambique e Angola: Conservar a memória, ser profecia» e tinha três objetivos: revitalizar a Região IMC nas suas comunidades e pessoas; reestruturar e requalificar as presenças e a missão e definir a unidade da região em torno de um projeto missionário que dê estabilidade e continuidade para o futuro.

Os trabalhos da Conferência iniciaram-se com um dia de retiro, orientado pelo padre Filipe Couto e focado na máxima do beato Allamano: «Primeiro santos e depois missionários», tendo como caminho para a santidade as virtudes teológicas de fé, esperança e caridade. O sacerdote enfatizou, mais de uma vez, a importância da missão «ad gentes», isto é, o diálogo com os não cristãos. Quatro premissas foram fundamentais para esta primeira parte: o futuro do IMC não depende somente de nós mas Daquele que nos chamou a esta vocação; é urgente reavivar as virtudes teológicas; é fundamental não esquecer de que muito foi feito e há muito para se fazer, mas não devemos cair na tentação do comodismo paroquial; e não temos o direito de nos esquecer de nossa memória, de pessoas e lugares que marcaram a vida IMC.

As atividades dos dias seguintes foram realizadas através de trabalhos de grupos e discussões do plenário, onde os temas de revitalização e reestruturação foram trabalhados em profundidade. No contexto da revitalização, foi apresentado um caminho de conversão para nos tornarmos discípulos missionários.

No campo da reestruturação, refletiu-se sobre a contextualização da missão com linhas operativas e com a qualificação das nossas presenças para continuarmos a fazer escolhas em linha com a genuína missão «ad gentes» e prestar serviços qualificados à Igreja local (animação missionária, formação), superando a cómoda tentação de repetir o passado.

Todos os dias da Conferência foram marcados por momentos de espiritualidade, com a celebração da Missa e momentos de partilha das várias experiências missionárias a nível pessoal. Houve também um momento dedicado à memória dos missionários já falecidos.
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