O Papa Francisco demonstrou-se «profundamente entristecido» em consequência das mortes causadas pelos fogos que deflagram na Grécia, manifestando a sua solidariedade em relação a todas pessoas prejudicadas pela catástrofe. Numa mensagem enviada às autoridades civis e eclesiais, através do secretário de Estado do Vaticano, o Santo Padre lembra aqueles que perderam a vida e encoraja as autoridades e restantes profissionais envolvidos nas operações de combate aos fogos e de socorro às populações. Francisco encerra a missiva com uma bênção papal.
Sevastianos Rossolatos, arcebispo católico de Atenas, explica que as populações vivem um episódio de «inferno» provocado pelos incêndios, que já causaram pelo menos 77 mortos e mais de 150 feridos. «É um verdadeiro inferno, uma carnificina», referiu o prelado, citado pela Sir, agência católica italiana.
Devido aos incêndios, milhares de pessoas foram retiradas das suas habitações, mil delas destruídas pelas chamas. Sevastianos Rossolatos manifesta-se alarmado com a «intensidade e a vastidão» que os fogos que se mantêm, orando pelas vítimas mortais, por aquelas que «perderam tudo» e pelas pessoas envolvidas nas ações de combate.
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, apresentou as suas condolências a Prokopis Pavlopoulos, Presidente da República helénica, lamentando as «consequências terrivelmente trágicas decorrentes dos fortes incêndios que têm lavrado na Grécia». A Presidência da República informa que o Chefe de Estado português «falou longamente ao telefone» com o presidente grego, «expressando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais, bem como votos de rápidas melhoras a todos os feridos».