Mundo
África perde biliões com exploração ilícita dos recursos naturais
Texto F.P. | Foto FWS | 27/07/2018 | 07:03
Além dos prejuízos anuais para os países do continente africano, estima-se que as atividades ilegais no setor dos recursos naturais comprometam também 24 milhões de postos de trabalho
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As atividades ilícitas ligadas ao setor dos recursos naturais causam prejuízos anuais entre 80 a 180 mil milhões de euros ao continente africano, revelou esta semana, em Luanda, Angola, a comissária para a economia rural e agricultura da União Africana, Josefa Sacko.
Segundo a responsável, o crescente envolvimento de redes criminosas organizadas nas cadeias de fortalecimento do comércio ilegal de vida selvagem e os laços estabelecidos com alguns grupos armados dão a origem a preocupações adicionais de segurança e de desenvolvimento sustentável.
«Os números da caça furtiva no continente permanecem em níveis insustentáveis apresentando uma mortalidade que excede a taxa de natalidade natural, resultando assim num declínio contínuo no número de elefantes africanos devido a uma procura crescente e a um aumento assustador da caça furtiva aos marfins de elefantes e chifres de rinoceronte», afirmou a comissária.
De acordo com Josefa Sacko, o mercado asiático vende um quilo de marfim entre dois mil e quinhentos a três mil dólares e o chifre de rinoceronte a 60 mil dólares. O comércio ilegal de aves está estimado entre dois a cinco milhões de exemplares por ano, e a captura global de pesca não declarada e não regulamentada constitui 46 por cento da captura total mundial.
No que concerne à extração ilegal de madeira, a comissária estima que cinco dos dez principais países florestais percam pelo menos metade de todas as árvores cortadas para a extração ilegal de madeira, respondendo por entre 50 a 90 por cento de todas atividades florestais nos principais países produtores.
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