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Voluntários: «uma riqueza para as missões»
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 01/08/2018 | 09:22
Jovens preparam-se para partir em missão, para quatro países do continente africano. A ansiedade é grande e a vontade de ajudar é ainda maior. O que deixam pode ser pouco, mas será sempre muito em comunidades mergulhadas na pobreza
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Uns vão ajudar as crianças nas tarefas escolares, outros remodelar salas de aulas, outros ensinar música e ainda sobram alguns para reforçar as equipas locais de saúde. Em comum, todos têm uma grande expectativa perante a aventura que estão prestes a iniciar. Neste mês de agosto, um grupo de 25 jovens, com idades entre os 19 e os 35 anos, parte para o continente africano, no âmbito de mais uma edição do voluntariado missionário, promovido pelos Missionários da Consolata.

O interesse nesta atividade, que é antecedida por um ano de formação, tem vindo a aumentar de ano para ano, e os resultados positivos são contabilizados por ambas as partes. Os voluntários regressam «de coração cheio» e mente «mais aberta e solidária», como têm testemunhado, e os missionários além-fronteiras ficam com mais alento, e em alguns casos, com um pouco mais de condições para prosseguirem com o seu trabalho pastoral, que assenta em grande medida no apoio social.

«Têm sido uma grande riqueza para as nossas missões, pela força que imprimem às atividades nas comunidades de acolhimento, e pelo empenhamento em projetos que de outra forma seriam difíceis de concretizar», afirma o padre Bernard Obiero, coordenador nacional do voluntariado missionário da Consolata.

Este ano, os voluntários estão distribuídos por quatro equipas. Uma vai para as ainda ´jovens´ missões de Funda e Kapalanga, em Angola, com a determinação de ajudar na animação das comunidades e auxiliar na área da saúde, sobretudo no combate à desnutrição, um dos grandes problemas naquela região.

A segunda equipa está destinada para Massangulo, na província de Niassa, em Moçambique, e tem como missão reabilitar uma escolinha, restaurando duas salas de aulas degradadas, a zona de recreio e um pequeno jardim.

Um outro grupo vai para Sadani, na Tanzânia, e leva na bagagem um projeto para apoiar alunos de famílias com poucos recursos e outro para ajudar a comprar novas máquinas e materiais de costura – uma ideia alimentada por Tiago Diniz, um jovem que esteve três anos em missão no país e prometeu voltar para ajudar a minimizar as dificuldades da população desta comunidade, situada a 620 quilómetros de Dar es Salaam, a antiga capital e atualmente a cidade mais populosa da Tanzânia.

A equipa mais numerosa, com nove voluntários, tem como destino a aldeia de Marandallah, na região norte da Costa do Marfim, uma zona muito afetada pelos elevados índices de pobreza, onde sobram carências e faltam infraestruturas, sobretudo na área da educação e do ensino médio. Os jovens portugueses prometem, por isso, arregaçar as mangas e mobilizar a comunidade local para construir e equipar uma sala de aulas para estudantes da 4ª classe do «Collége Moderne de Marandallah».

A acompanhar os grupos, além dos sacerdotes missionários, vão também cinco voluntários leigos, com experiência em missões anteriores, que são considerados «fundamentais», quer na preparação da viagem, quer no amparo aos jovens durante o tempo em que vão estar «fora da sua zona de conforto», salienta Bernard Obiero.
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