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Emigrantes na África do Sul receiam expropriações
Texto F.P. | Foto Lusa | 08/08/2018 | 07:02
Recente política de terras e expropriações do partido no governo faz com que os portugueses temam uma repetição das expropriações sem compensação financeira, como as que ocorreram em Angola e Moçambique
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A comunidade portuguesa na África do Sul está apreensiva quanto ao seu futuro no país, devido à nova política do partido no governo em relação à posse da terra. «Todos estamos apreensivos e há já quem fale em regressar a Portugal porque dizem que não estão para passar pelo mesmo que foram forçados a passar em Moçambique e Angola», disse à agência Lusa Vasco Pinto de Abreu, membro do Conselho das Comunidades Portuguesas na África do Sul.

Segundo o conselheiro, vive-se um clima de instabilidade no país «não só devido à intenção de expropriar sem compensação financeira, mas também pelo crescente discurso anti-branco que parece estar a agravar-se». Por isso, muitos dos emigrantes com posses financeiras «já se encontram a viver em Portugal» e deslocam-se à África do Sul apenas em férias, para «ver os filhos e os netos».

Recordando os processos de expropriação nas antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, no período pós-independência, Vasco Pinto de Abreu revelou já ter levantado a questão junto das autoridades, nomeadamente ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que visitou o país em fevereiro de 2017.
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