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Clima põe em perigo os povos indígenas
Texto F.P. | Foto Lusa | 09/08/2018 | 07:03
Há 370 milhões de indígenas em todo o mundo que representam 15 por cento das pessoas mais pobres. As alterações climáticas e a falta de acesso à terra podem ser fatais para muitas comunidades
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A organização não governamental (ONG) Mãos Unidas alerta para o perigo que correm as comunidades indígenas face ao problema do acesso à terra e às consequências das mudanças climáticas. Segundo dados da ONU, há neste momento 370 milhões de indígenas que constituem 15 por cento da população mais pobre.

Aproveitando a celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, que se assinala esta quinta-feira, 9 de agosto, a ONG realça que a situação atual dos indígenas é, em muitos casos, provocada por grandes projetos económicos, como a agroindústria, a mineração, a exploração petrolífera ou a construção de grandes infraestruturas.

Empurrados das suas terras nativos, os camponeses e indígenas migram para as cidades em busca de trabalhos precários e as famílias, que permanecem nos seus lugares de origem, veem-se forçadas a modificar os seus modos de vida para adaptar-se às novas circunstâncias.

É o caso da Índia, onde segundo o responsável de projetos da Mãos Unidas na Ásia, Ramón Álvarez, o governo «está a querer expropriar territórios tribais para cedê-los a grandes empresas para a extração de recursos minerais». Além disso, as alterações climáticas «estão a ter consequências dramáticas para as comunidades tribais», dedicadas tradicionalmente ao cultivo
de arroz e à recolha de produtos florestais.

Outra situação complicada vive-se no Peru. Recentemente, o cardeal Pedro Barreto, vice-presidente da Rede Eclesial Panamazónica, chamou a atenção para a violação de direitos e para o «abuso do ambiente natural», devido às intervenções extrativistas na Amazónia.
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