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Carta dos missionários da Consolata na Venezuela
Missionários mantêm-se na Venezuela junto de «povo sofrido»
Texto J.B. | Foto DR | 24/08/2018 | 11:02
Missionários da Consolata na Venezuela explicam que «é cada vez mais difícil manter» a sua missão no país, mas afirmam ter a consciência de que estão «onde o Senhor quer» que estejam
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A angústia e o sofrimento fazem parte do dia a dia dos venezuelanos que lidam com a «pior crise» da história do país, referem os Missionários da Consolata da delegação da Venezuela. «O nosso povo vive um momento em que o acesso à comida é uma odisseia, tanto pela escassez quanto pelos preços altos. Aumentam cada vez mais as vítimas desta situação devido à fome ou desnutrição», indicam os missionários, frisando que uma outra situação que «piora» este panorama é o «êxodo dos profissionais de saúde».

 

Os missionários explicam que a crise no país afeta «todos os setores», sendo «mais notável nos serviços básicos». A preocupação e a incerteza em relação ao futuro está a provocar um «êxodo em massa para outros países», uma situação que é «especialmente» verificada entre os «jovens e profissionais», apontam. Perante a «dor» e o «grito» de cada venezuelano, os Missionários da Consolata explicam que procuram viver o seu «carisma de consolação-libertação», com a certeza de que estão «onde o Senhor quer» que estejam, e com a consciência de que «o problema de fundo é político e a solução tem que ser política».

 

«Somos fortalecidos pelas palavras de Jesus, que sofre com o nosso povo e nos encoraja a continuar caminhando com esta gente que, apesar de estar a morrer por não ter o suficiente, sabe partilhar do seu pão», salientam os missionários, sublinhando que este é um « tempo de consolação», e de «permanecer e caminhar junto dos que sofrem e sonham com um amanhã melhor».

Dirigindo-se a todos os membros do instituto da Consolata, os missionários afirmam que estão «convencidos» que que a sua missão no meio daquele «povo sofrido deve continuar», e realçam que a «missão-consolação é mais necessária do que nunca» e que «há espaço para aqueles que desejam» juntar-se a eles. Contudo, os missionários mostram também que «é cada vez mais difícil manter» manter as suas missões devido à «situação» no país. «Gostaríamos de estabelecer parcerias com paróquias irmãs, grupos ou outros que desejam ajudar-nos», referem.

 

Aos membros do instituto da Consolata, os missionários na Venezuela afirmam também que estão «dispostos a receber os jovens em formação que queiram fazer a sua experiência ou estudos de especialização na Venezuela», e que «leigos, padres ou religiosos», que «desejam conhecer de perto» o trabalho missionário naquele país podem juntar-se e eles. As palavras dos missionários da Consolata na Venezuela surgem após a sua oitava conferência, que os reuniu em Barquisimeto, de 6 a 10 de agosto.

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