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Opinião
O Sínodo dos jovens
Texto Opinião | Albino Brás | 01/09/2018 | 17:02
A Roma irão confluir bispos de todo o mundo, para ali se reunirem com o Santo Padre e refletirem, debaterem e lançarem diretrizes sobre o tema proposto
Uma grande franja dos jovens de hoje aprendeu a viver sem Deus e sem a Igreja. Mas não sem a fé! Consciente de que uma Igreja sem jovens é uma Igreja sem futuro, o Papa Francisco anunciou, em 2017, um Sínodo dos Bispos voltado para a juventude. Este vai ocorrer já no próximo mês de outubro, em Roma, sob o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Francisco pretende colocar os jovens no centro da reflexão e da pastoral da Igreja: «Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração», disse.  

A Roma irão confluir bispos de todo o mundo, para ali se reunirem com o Santo Padre e refletirem, debaterem e lançarem diretrizes sobre o tema proposto. Têm sido várias as etapas de preparação para este Sínodo. Entre estas está a de um questionário que foi enviado a todas as dioceses do mundo, permitindo aos jovens dar o seu contributo para a elaboração de um instrumento de trabalho para levar ao Vaticano. Os seus pontos de vista, trabalhados nas bases, serão tidos em conta no Sínodo a eles dedicado. É um bom sinal, que contraria a tentação de uma Igreja piramidal, em que tudo vem já previamente dito, decidido e mastigado desde cima, desatendendo as bases.

«Os jovens podem, com sua presença e palavra, ajudar a Igreja a rejuvenescer o próprio rosto», diz-se, na introdução do documento preparatório. Não tenhamos dúvidas que sim. Basta dar-lhe tempo, espaço e palavra, e eles farão o resto. A Igreja tem muito a aprender com os jovens. Mas é preciso trabalhar com eles, mais que trabalhar para eles. E este volte-face metodológico (do ´para´ ao ´com´) muda muita coisa. Muito graças a um novo estilo trazido pelo Papa Francisco.

O Sínodo de outubro pretende abrir um espaço de reflexão sobre a fé, os jovens e o discernimento vocacional. Acreditamos que este importante encontro, que vai durar quase um mês, será uma grande oportunidade se proporcionar verdadeiramente um espaço de diálogo com as novas gerações, com linguagens adequadas e em sintonia com os seus códigos de compreensão do mundo, da fé, das coisas de Deus e da Igreja. É de saudar ver o Papa Francisco a colocar os jovens como protagonistas da mudança.
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