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Missionários renovam compromisso com a Amazónia
Texto Stephen Ngari | Foto Laísa Lima | 04/09/2018 | 07:02
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IX Conferência da Região Amazónica dos Missionários da Consolata encerrou com um momento de ação de graças, na Igreja de São João Batista, no bairro Caranã, Boa Vista, no estado de Roraima, Brasil.
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A Missa foi presidida pelo bispo da diocese de Roraima, Mário António da Silva, na presença do Superior Geral dos Missionários da Consolata, padre Stefano Camerlengo, e do Conselheiro Geral para América, padre Jaime Patias, missionários e missionárias da Consolata e comunidades religiosas da paróquia e de outras partes da diocese.

Na sua mensagem aos Missionários da Consolata, o bispo reconheceu o trabalho na diocese, caracterizado pela profecia, solidariedade e apoio às pessoas e às comunidades. O testemunho de vários missionários de várias partes do mundo e a enorme dedicação dos anos passados continuam presentes com os missionários que estão hoje nesta franja da Amazónia. «Os Missionários da Consolata testemunharam verdadeiramente ter a missão no coração. A sua dedicação incansável, seja nas áreas indígenas ou na cidade, mostra que têm sangue de Roraima e da Amazónia», realçou Mário António da Silva.

Em nome da diocese, o bispo celebrou e enalteceu ainda os trabalhos realizados nos últimos 70 anos e também a renovação do compromisso que foi assumida na IX Conferência da Região Amazónica conferência: continuar a servir a Igreja de Roraima. Ao Superior Geral, agradeceu a presença na diocese, convidando-o a levar a emoção, a alegria e os frutos da missão, desafios, marcas e cruzes que a missão acarreta em Roraima, na Amazónia, no Brasil e na Venezuela. De forma especial, o prelado dirigiu-se aos missionários, pedindo a todos saúde, coragem e sabedoria para continuar a missão do Evangelho que vem sendo realizada há sete décadas e que isso se renove a cada dia no seu coração e no coração de cada cristão da diocese.

O bispo aproveitou também para agradecer às comunidades pelo acolhimento e proximidade aos imigrantes, principalmente os que se encontram ao redor da Igreja Nossa Senhora do Livramento. Fez o apelo para não fecharem os olhos, as mãos nem corações, mas colocar-se a serviço da solidariedade e servir.

Na sua mensagem no final da celebração, o padre Stefano Camerlengo celebrou também os 70 anos da presença do Instituto Missionário da Consolata (IMC) na diocese e os 50 anos do martírio do padre Calleri. Com o título, «Para aquele horizonte que não acaba», e invocando as palavras do profeta Isaias, a mensagem do Superior lembrou que a ação de graças a Deus, pela caminhada feita, torna-nos mais fortes porque a memória é uma dimensão da vida. «Não podemos perder a memória. O bom cristão tem boa memória, ama a história e procura conhecê-la. Os missionários que passaram por aqui expressaram a generosidade e a doação em apontar o caminho, acompanhar os povos, tornaram-se porta-vozes de suas necessidades. Levaram a Amazónia para o mundo e trouxeram o mundo para a Amazónia», afirmou.

Segundo o sacerdote, a missão na Amazónia tornou-se para os Missionários da Consolata uma escola de missão. Por isso, pediu que depois destes 70 anos, o espírito continue entre os jovens missionários na região. E desejou que a celebração não seja o ponto de chegada, mas de partida com um renovado ardor missionário. Na conclusão, citou as palavras do Papa Francisco: «Olhando para cima, olhando para horizonte, alargando os nossos horizontes: esta é a nossa fé, esta é a nossa justificação, este é o estado de graça!»
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