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Duas crianças com albinismo raptadas em Moçambique
Texto F.P. | 12/09/2018 | 10:27
Vítimas foram retiradas de casa à força pelos raptores, na província de Niassa. As autoridades intensificam diligências para descobrir o paradeiro dos menores e identificar os autores do rapto
As autoridades moçambicanas estão numa luta contra o tempo para tentar descobrir o paradeiro de duas crianças com albinismo, que foram raptadas nos últimos dias, na província de Niassa, informou a imprensa local. Os menores têm quatro e 11 anos e foram arrancadas de casa, à força, nos distritos de Cuamba e Lichinga.

«Esta é uma questão recorrente na província do Niassa. A polícia está a trabalhar para identificar os autores destes crimes», assegurou a porta-voz provincial da polícia, Joana Maquichone.

Entretanto, a imprensa moçambicana recorda esta semana a história de um adolescente com albinismo que desapareceu há quatro anos, no bairro periférico de Mutauanha, em Nampula. Auxílio Augusto foi aliciado por um homem, com uma promessa de emprego bem remunerado. O caso foi comunicado à polícia, foi detido um suspeito, que seria libertado pouco depois e o processo judicial continua parado nos tribunais. A família vive na amargura e na incerteza, e a cada dia que passa, perde cada vez mais a esperança de voltar a ver o menor com vida.

Desde os anos 1990 que a região norte do país, Nampula em particular, se tornou um sítio perigoso para pessoas portadoras de albinismo. Crenças supersticiosas de que partes do corpo dos albinos ajudam na cura de doenças ou dão sorte, alimentou o fenómeno de “caça” aos albinos, sendo que Tanzânia e Malawi são tidos como os destinatários dos órgãos ou ossadas de albinos para fins de feitiçaria.
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