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Julgados suspeitos de ataques no norte de Moçambique
Texto F.P. | Foto CSMJ | 04/10/2018 | 10:20
Tribunal de Cabo Delgado iniciou o julgamento de 189 pessoas acusadas de envolvimento nos ataques armados a comunidades da região. As sessões decorrem nas cadeias onde estão presos os arguidos
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O Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado, em Moçambique, começou esta semana a julgar 189 pessoas acusadas de envolvimento nos ataques armados na região, registados desde outubro do ano passado, apurou a agência Lusa junto de fontes ligadas ao processo.

Entre os arguidos - 147 homens e 42 mulheres – estão cidadãos naturais de Moçambique, Tanzânia, Somália, Burundi e República Democrática do Congo. Todos estão acusados de vários crimes de homicídio qualificado, posse de armas proibidas, associação para atentar contra a organização do Estado, instigação ou provocação à desobediência coletiva e perturbação da ordem e tranquilidade pública.

A primeira audiência, realizada quarta-feira, 3 de outubro, decorreu na cadeia de Mieze - onde estão encarcerados os arguidos do sexo masculino – e no estabelecimento prisional de segurança máxima de Pemba, onde se encontram detidas as mulheres. A sessão foi toda ocupada com a leitura da acusação do Ministério Público.

Segundo o despacho de pronúncia, os arguidos integraram grupos armados responsáveis pela morte de dezenas de pessoas, incêndio de habitações e destruição de património, supostamente para instalar um islamismo mais puritano no norte de Cabo Delgado.

Mas alguns estudiosos, que têm analisado o fenómeno, consideram que as ações dos grupos são uma máscara para atividades ilegais ligadas ao controlo do tráfico de recursos naturais na zona, como madeira e pedras preciosas, e de rotas de droga, como heroína.
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