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Medidas urgentes para travar aquecimento global
Texto F.P. | Foto DR | 08/10/2018 | 12:22
Relatório de especialistas das Nações Unidas alertam que terão que ser operadas mudanças «rápidas e sem precedentes» nos sistemas de energia, transportes, construção e indústria
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Se a emissão de gases com efeito estufa continuar a crescer ao ritmo atual, o aquecimento global deverá ultrapassar a barreira dos 1,5 graus celsius, entre 2030 e 2052, alertam os especialistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), num documento apresentado num encontro promovido pelas Nações Unidas, na Coreia do Sul.

O relatório explora alternativas para limitar o aquecimento a 1,5 graus em vez de dois graus, meta estabelecida no Acordo Climático de Paris. Para os especialistas, os efeitos para o planeta serão «muito menos catastróficos» se a barreira mais ambiciosa for alcançada. Pode impedir, por exemplo, a extinção de espécies, destruição das barreiras de coral e reduzir a subida do mar.

Ao contrário, se o limite for ultrapassado, poderão ocorrer chuvas torrenciais ou secas profundas, o que terá um impacto negativo na produção de alimentos, sobretudo em áreas sensíveis como o Mediterrâneo ou América Latina. Sentir-se-ão também efeitos ao nível da saúde, abastecimento de água e crescimento económico, em especial nas populações mais pobres e vulneráveis.

No relatório, que será usado como base de trabalho para a 24ª Cimeira do Clima, na Polónia, em dezembro próximo, os especialistas apontam como prioridade um consumo de energia mais eficiente, uma agricultura mais sustentável e menos extensiva, ou mais terras para o cultivo de recursos energéticos.
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