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«Bullying pode causar danos profundos»
Texto F.P. | Foto Riala | 10/10/2018 | 07:02
Estudo revela que pelo menos 130 milhões de menores entre os 13 e os 15 anos já viveram episódios de intimidação. Investigação alerta ainda para as consequências do bullying cibernético
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Um em cada três estudantes com idades entre os 13 e os 15 anos sofrem ou já sofreram de bullying, segundo um estudo apresentado e debatido esta semana na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos da América. «Seja online ou pessoalmente, o bullying está entre as principais preocupações das crianças», concluíram os investigadores.

O estudo apresenta taxas de incidência diferentes em cada país, mas revela que a intimidação está espalhada por todo o mundo, e que o impacto no desenvolvimento das vítimas pode ser mais profundo do que se imagina.

«Algumas vezes achamos que este tema existiu sempre e não é um risco, porque as crianças vão ficar mais fortes se conseguirem ultrapassar estes desafios. Mas esquecemos do impacto que têm no coração da criança, na sua saúde, na sua educação e na sua capacidade de se relacionar e de confiar noutras pessoas», realçou a representante do secretário-geral sobre Violência contra as Crianças, Marta Santos Pais, em declarações à ONU News.

Uma das vertentes abordadas na investigação está relacionada com as consequências do do bullying cibernético, que envolve «publicar ou enviar mensagens eletrónicas que incluem fotos ou vídeos para assediar, ameaçar ou atingir outra pessoa», sobretudo através das redes sociais. Esta prática «pode causar danos profundos», pois deixa uma «marca permanente no espaço cibernético, que pode atingir rapidamente um público vasto», refere o relatório final, onde são aconselhadas ações positivas com as crianças para dar resposta ao comportamento violento e ao bullying.
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