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Falta dinheiro para apoiar 68 milhões de refugiados
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/10/2018 | 10:33
Financiamento para ajudar as pessoas forçadas a migrar e os apátridas «é cada vez mais reduzido» e serve apenas para responder a pouco mais de metade das necessidades, denuncia agência da ONU
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O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, alertou esta semana que o financiamento previsto para este ano deverá chegar apenas a 55 por cento do total necessário para prestar apoio aos mais de 68 milhões de refugiados espalhados pelo mundo.

«À medida que o número de deslocados no mundo aumenta, o financiamento dos doadores tem vindo a cair cada vez mais», com consequência visíveis, como são o «aumento da subnutrição, de instalações de saúde superlotadas, crianças em salas superlotadas ou sem escola, e riscos crescentes de proteção devido à falta de pessoal para lidar com crianças ou vítimas de violência sexual», revelou o responsável.

Segundo um relatório do do Serviço de Relações com Doadores e Mobilização de Recursos do ACNUR, existem seis situações de refugiados e migrantes particularmente preocupantes: Burundi, República Democrática do Congo, Afeganistão, Sudão do Sul, Síria e Somália.

Em termos genéricos, o representante do ACNUR refere que «milhares de famílias de refugiados estão a utilizar latrinas comunitárias superlotadas, com risco de surtos de doenças, pouca privacidade e exposição de mulheres e crianças. A educação é muito básica, com materiais de aprendizagem insuficientes e salas de aula superlotadas».
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