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Sudão do Sul
Programas para crianças-soldado deixam meninas de fora
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/10/2018 | 07:02
Muitas das jovens que conseguiram escapar aos grupos armados ou que foram desmobilizadas não estão a receber apoio por desconhecimento ou porque se considera que não cumprem os requisitos
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Ter sido incorporada nas fileiras de um grupo armado, à força ou de forma voluntária, não significa que uma menina do Sudão do Sul é automaticamente considerada como criança-soldado. Ao contrário, muitas destas jovens que já se conseguiram libertar, estão sem qualquer tipo de apoio por desconhecimento dos direitos ou por não serem consideradas ex-combatentes.

Desde que começou a guerra civil no país, em 2013, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que mais de 19 mil menores foram recrutados, tanto pelo governo como por pelo menos três grupos armados. Não há dados concretos da quantidade de meninas recrutadas, mas a julgar por informações recolhidas pela organização Child Soldiers Internacional, este número rondará os 30 por cento.

Segundo os ativistas, existe a convicção, a nível mundial, que o envolvimento das meninas nos conflitos armados é menos direta que a dos meninos, pelo que não são encaradas como uma ameaça para as comunidades. Em consequência, grande parte delas ficam de fora dos programas de reinserção.

«As crianças do Sudão do Sul estão entre os mais perseguidos neste conflito brutal e a exploração pelos grupos armados continua a ser uma surpreendente realidade para milhares», lamentou a diretora de programas da Child Soldiers Internacional, Sandra Olsson, chamando a atenção para o «clima hostil» que enfrentam os trabalhadores humanitários.
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