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Ajuda internacional ajudou a salvar 700 milhões de vidas
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/10/2018 | 15:07
Progressos contra as mortes e doenças evitáveis desde 1990 podem sofrer um retrocesso, a menos que os governos doadores façam novos compromissos em matéria de ação e inovação, alertam os especialistas em saúde mundial
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O financiamento e a inovação alcançados através da ajuda internacional ajudaram a salvar cerca de 700 milhões de vidas nos últimos 25 anos, mas estes avanços poderão perder-se se não houver vontade política, advertem os especialistas em saúde mundial.

Segundo um relatório da organização internacional ONE Campaign, o progresso com mortes e enfermidades evitáveis desde 1990 poderá estancar, e até sofrer um retrocesso, se os governos doadores não fizerem novos compromissos em matéria de ação e inovação.

«As vidas salvas equivalem ao dobro da população dos Estados Unidos da América. Temos demonstrado que podemos fazê-lo e um abrandamento, ou um passo atrás neste momento crítico, seria deixar o progresso em cima da mesa», defende o diretor executivo da organização, Gayle Smith.

Durante cinco anos, entre 2010 e 2015, a mortalidade materna na África subsariana caiu 15 por cento, as mortes de menores de cinco anos diminuíram em quase um terço e as mortes relacionadas com a Sida caíram quase 40 por cento.

Porém, os especialistas alertam que a assistência dos doadores à saúde mundial está estancada desde 2014, apesar de 7.000 pessoas morrerem diariamente de doenças evitáveis como a Sida, a tuberculose ou a malária, a maioria delas nos países mais pobres de África.

A comunidade internacional está «muito longe» de cumprir as metas das Nações Unidas em matéria sanitária, acordadas por 193 países e conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030, refere o relatório.
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