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Missionários assinalam 70 anos de presença na Amazónia
Texto Stephen Ngari | Foto DR | 24/10/2018 | 17:32
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Bispo da diocese de Roraima agradece trabalho desenvolvido pelos religiosos junto dos mais pobres e das comunidades indígenas, associando a história da missão a uma história de coragem e de serviço à vida
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Os missionários e as missionárias da Consolata, em conjunto com a diocese de Roraima, no Brasil, celebraram, no passado 21 de outubro, o Dia das Missões, a missa de ação de graças pelos 70 anos da sua presença na diocese. O bispo diocesano, Mário António da Silva, presidiu à celebração, concelebrada por 11 missionários da Consolata e dois padres diocesanos.

A assembleia que lotou a Catedral Cristo Redentor, no centro da cidade de Boa Vista, no estado de Roraima, deve a sua origem cristã e formação às bases da missão da família Consolata. As missionárias da Consolata aproveitaram a Eucaristia para inaugurar as suas comemorações dos 70 anos, que se prolongam até outubro de 2019.

O bispo agradeceu a Deus pelos trabalhos dos missionários da Consolata nestes 70 anos e, na sua homilia, destacou Boa Vista e a diocese de Roraima como a porta de entrada dos missionários na Amazónia. Segundo o prelado, a missão dos missionários da Consolata funde-se com a história da diocese e do estado de Roraima. Uma história de coragem e de serviço à vida.

Na missão, os missionários beberam o cálice da vida dos mais pobres, das comunidades indígenas, das comunidades ribeirinhas, das comunidades do interior, das comunidades das periferias, dos mais perseguidos e sofridos. E beber o cálice envolveu também a entrega da vida à missão, como foi o caso do padre João Calleri, assassinado quando tentava a pacificação dos Waimiri-Atroari, no ano de 1968.

Num ato de reconhecimento e agradecimento, o bispo apresentou à assembleia todos os missionários presentes pelo nome e seu local de missão. E acrescentou que os missionários servem não onde querem, mas para onde são enviados e onde há mais necessidades.

A celebração ficou ainda marcada pelo espírito de interculturalidade e internacionalidade, ao incluir a música e a dança da entronização da palavra em suaíli, língua da África oriental. A segunda leitura foi proclamada em macuxi e o conto pós comunhão foi também em macuxi.

No final, o padre Manuel Loro, Superior Regional dos Missionários da Consolata, fez os seus votos de agradecimento à diocese, ao bispo e a todos os que apoiam e colaboram com os missionários no seu trabalho de consolação. E num gesto simbólico de acolher as irmãs missionárias da Consolata que chegaram um ano depois dos missionários, e que estão a iniciar o seu ano celebrativo, o sacerdote entregou à irmã Elisa Pandiani uma relíquia do beato José Allamano.
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