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Grave crise alimentar ameaça centro-africanos
Texto F.P. | Foto Lusa | 09/11/2018 | 07:02
Se não houver uma intervenção urgente, pode vir a assistir-se a uma «tragédia humana» na República Centro-Africana. Há quase dois milhões de pessoas com necessidades alimentares e nutricionais
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«As condições nutricionais na República Centro-Africana continuam a deteriorar-se devido à insegurança persistente» e só uma ação alimentar urgente pode «evitar uma tragédia humana», alerta o Programa Alimentar Mundial (PAM), destacando que o país apresenta os piores resultados dos últimos quatro anos em matéria de segurança alimentar, com quase dois milhões de pessoas a necessitar de assistência imediata.

Segundo Hervé Verhoosel, porta-voz do PAM, a onda de violência tem obrigado milhares de civis a fugir e a procurar refúgio, muitos deles, em casa de familiares. «A deterioração contínua de uma situação já extremamente grave no terreno tem uma implicação direta sobre a segurança alimentar, adianta o responsável.

O conflito no país, com 4,6 milhões de habitantes, começou em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por vários grupos juntos na designada Séléka (que significa coligação na língua franca local), o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka. Desde então, 700 mil pessoas estão deslocadas e 570 mil refugiadas.

Neste momento, o governo do Presidente, Faustin-Archange Touadéra, um antigo primeiro-ministro que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.
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