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Derrubadas 150 milhões de árvores em território amazónico
Foto DR | 09/11/2018 | 12:17
Devastação da floresta prossegue numa das áreas de maior biodiversidade do mundo, onde se registaram 100 mil hectares de selva destruída só este ano. A extinção de organismos ambientais pode agravar o problema
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A pressão por novas áreas para expansão agropecuária, grilagem de terras, retirada ilegal de madeira e propagação do garimpo levaram ao abate de cerca de 150 milhões de árvores na Bacia do rio Xingu, que engloba 21 Terras Indígenas (TI) e 10 Unidades de Conservação (UC), entre os estados do Pará e Mato Grosso, no Brasil, denuncia o Instituto Socioambiental (ISA).

Só entre janeiro e setembro, mais de 32 mil hectares foram desmatados dentro de áreas protegidas, apesar dos constantes alertas dos indígenas e das populações ribeirinhas enviados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Perante este cenário, e a necessidade de uma fiscalização mais efetiva das áreas protegidas, várias redes e organizações da sociedade civil emitiram um manifesto alertando para os perigos de um eventual enfraquecimento ou extinção dos órgãos ambientais, que pode colocar «em risco quatro décadas de avanços na proteção do meio ambiente».

Com 27 milhões de hectares, o «Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental» abrange 40 municípios e é a morada de centenas de famílias ribeirinhas e 26 povos indígenas. Se houver desinvestimento no IBAMA e no ICMBio, pode «aumentar a ocorrência de atividades ilegais na Amazónia e acelerar o desmatamento na região até o ponto de não retorno, quando a floresta não consegue mais se regenerar», alerta Rodrigo Junqueira, coordenador do programa Xingu, do ISA.
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