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Fátima
Hoteleiros de Fátima contra taxa turística
Texto F.P. | Foto F.P. | 16/11/2018 | 19:58
Empresários consideram que terá um impacto negativo no emprego e na economia do concelho e dizem mesmo que será «imoral», pois a maioria das dormidas na Cova da Iria «é de peregrinos e não de turistas»
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Os empresários da hotelaria de Fátima manifestaram-se esta sexta-feira, 16 de novembro, unanimemente contra a aplicação de uma taxa turística no concelho, consideram que o regulamento em discussão pública contém algumas «ilegalidades e inconstitucionalidades», e admitem vir a recorrer aos tribunais caso a Câmara Municipal de Ourém vá por diante com a imposição deste ‘imposto’.

Numa reunião convocada pela Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), em que participaram mais de 60 empresários, as vozes que se fizeram ouvir foram todas no sentido de considerar a taxa turística «inoportuna», «imoral» e «um assalto direto aos hoteleiros», que enfrentam uma concorrência forte e uma redução na procura, depois de um ano extraordinário como foi o de 2017, com as comemorações do Centenário das Aparições.

A Câmara Municipal de Ourém já aprovou o regulamento, em discussão pública até dezembro, que prevê a cobrança de um euro por dormida e por pessoa, até um máximo de três noites. A esperança dos hoteleiros é que o documento não seja aprovado pela Assembleia Municipal.

Nesse sentido, decidiram enviar uma carta à Câmara, Assembleia Municipal e presidentes de junta de freguesia a manifestar-se totalmente contra a aplicação da taxa turística, por considerarem que pode ter um impacto negativo no emprego e na economia do concelho, que há outras formas de realizar receitas (como a exploração dos parquímetros) e que “falta legitimidade eleitoral” ao executivo para avançar com esta medida por não constar do seu programa eleitoral.
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