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Fátima
Escultura de Nossa Senhora de Fátima analisada por especialistas
Texto F.P. | Foto Santuário de Fátima | 21/11/2018 | 14:12
Imagem foi submetida a um estudo aprofundado no Centro de Conservação e Restauro da Escola de Artes da Universidade Católica Portuguesa, antes de viajar para o Panamá
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O Santuário de Fátima pediu um estudo aprofundado à primeira escultura peregrina de Nossa Senhora de Fátima, para perceber a forma como foi criado pelo escultor José Ferreira Thedim e verificar o estado geral da imagem, antes de viajar para o Panamá, em janeiro do próximo ano, para integrar as celebrações da Jornada Mundial da Juventude.

«O objetivo deste estudo prende-se não só com o conhecimento dos materiais constitutivos da escultura e da forma como foram trabalhados mas também com a necessidade do santuário ter uma noção aprofundada de como é que ela se encontra dado que voltará a realizar, excecionalmente, uma grande viagem até ao Panamá onde participará na Jornada Mundial da Juventude, em janeiro de 2019, onde estará o Papa Francisco», explicam, em comunicado, os responsáveis do templo mariano.

A escultura que deriva da imagem da Capelinha das Aparições feita em 1920, foi construída a partir dos relatos da irmã Lúcia. Encontra-se entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima desde o ano 2000, tendo saído em situações absolutamente excecionais como foi a peregrinação que fez entre 2014 e 2016 pelos mosteiros de clausura e pelas dioceses portuguesas.

Entre 30 de outubro e 16 de novembro, foi submetida a vários exames e estudos, no Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Numa primeira fase, para perceber o estado de conservação do suporte e detetar intervenções passadas de conservação ou restauro, uma equipa de especialistas realizou fotografias com luz visível, fotografias com luz ultravioleta e radiografia digital. Em seguida, para estudar o número e a espessura das camadas de tinta, identificar pigmentos, vernizes e outros materiais utilizados na escultura, foram recolhidas e analisadas micro-amostras com o auxílio de infravermelhos e de raios-x.

«O recurso a técnicas de análise avançadas permite perceber como a obra foi construída e detetar algumas fragilidades da madeira original do suporte invisíveis a olho-nu», explicou Carla Felizardo, diretora do Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes, em declarações aos serviços de comunicação do santuário. A deslocação foi aproveitada para reforçar a estrutura da base da escultura.
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