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Ativistas pedem detenção de quem acusou Asia Bibi
Texto F.P. | Foto Lusa | 23/11/2018 | 11:36
Depois da absolvição da mulher cristã acusada de blasfémia, os defensores de direitos humanos do Paquistão exigem às autoridades uma punição para quem inventou falsas acusações contra ela
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«A polícia deve deter Qari Salim e as duas mulheres muçulmanas que inventaram falsas acusações de blasfémia contra Asia Bibi, uma cristã inocente que passou nove anos na prisão. É hora de que o Estado corrija este abuso, ou continuará a impunidade», afirma Taskeen Khan, ativista de direitos humanos no Paquistão, numa declaração à agência Fides.

Após a absolvição de Asia Bibi, a sociedade civil paquistanesa, ativistas de direitos humanos, organizações e comunidades de diferentes religiões têm-se desdobrado em comunicações, alertando para o uso indevido da lei da blasfémia no Paquistão.

«É triste ver que, por razões pessoais, se invoca e abusa da lei da blasfémia. A família de Asia Bibi foi destroçada e agora todos correm perigo de morte. Exigimos que aos falsos acusadores se aplique o mesmo castigo infligido aos blasfemos em cada caso de presumível blasfémia. Esta será a única forma de deter o abuso da lei», adiantou, por sua vez, o coordenador da Comissão Justiça e Paz dos Superiores Maiores em Karachi.

Segundo dados da Comissão Justiça e Paz dos bispos do Paquistão, entre 1987 e 2014, mais de 600 muçulmanos foram acusados de blasfémia, 494 ahmadis, 187 cristãos e 21 hindus. Como assinalaram vários advogados, na maioria dos casos se tratavam de falsas acusações.
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