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Líder de movimento de ativistas na Turquia fala em Portugal
Texto J.B. | Foto Lusa | 06/12/2018 | 08:42
Numa altura em que se assiste ao crescimento de discursos de ódio, o «Fórum da coragem» vai dar voz a organizações que lidam com refugiados e a defensores de direitos humanos que foram presos ou são perseguidos por serem ativistas
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O «Fórum da coragem» arranca na próxima sexta-feira, 7 de dezembro, no Museu das Comunicações, em Lisboa, prolongando-se até ao domingo seguinte, dia 9, para assinalar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao longo de três dias, os participantes vão poder envolver-se em debates, palestras, exposições e outras dinâmicas, sempre sob o lema «Pela coragem e pelos direitos humanos».

A iniciativa será uma ocasião para escutar o testemunho de um jovem que atravessou um continente «com a esperança de chegar a um local» para «construir um futuro para ele e para a sua família». Intervirá também uma mulher que «lidera um movimento de ativistas na Turquia», e que devido ao seu trabalho de defesa dos direitos humanos foi «presa durante 113 dias», mas que não foi por causa disso que ficou em «silêncio», continuando «a agir». 

O «Fórum da coragem» é organizado pela Amnistia Internacional, e prevê a realização do debate «Eu acolho os refugiados». Além disso, terá lugar a Assembleia Geral dos membros da Amnistia Internacional e a «Cimeira da Coragem na defesa dos direitos humanos». Esta última reunirá «ativistas e defensores de direitos humanos de vários países do mundo» que vão «dar o seu testemunho de coragem». Simultaneamente, terá lugar uma feira de direitos humanos, informam os organizadores do evento, em comunicado.

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