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Mundo está mais rico, mas mais desigual
Texto F.P. | Foto Lusa | 06/12/2018 | 07:03
Grupo de especialistas das Nações Unidas considera a desigualdade um dos maiores desafios da nossa era e um obstáculo não só para o desenvolvimento, mas também uma ameaça para a paz
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«Hoje vivemos num mundo mais rico, mas também mais desigual que nunca. Estão a negar-se os direitos sociais e económicos a demasiadas pessoas em todo o mundo, incluindo os 800 milhões que ainda vivem na pobreza extrema», afirma um grupo de especialistas da ONU em direitos humanos, num manifesto que pede a urgente intensificação de esforços para combater a desigualdade e a discriminação.

A desigualdade nos rendimentos está a aumentar, já que 10 por cento da população mais rica ganha até 40 por cento do rendimento total. Vários relatórios dão conta que 82 por cento de toda a riqueza gerada em 2017 foi para um por cento da população mais privilegiada economicamente, enquanto que 50 por cento dos estratos sociais mais baixos não sentiram nenhum aumento em absoluto.

«A desigualdade e a discriminação são alguns dos desafios que definem o mundo atual. Não só representam um obstáculo para a realização do direito ao desenvolvimento, como também se encontram entre as principais ameaças para a paz, segurança e direitos humanos em todo o mundo. Como tal, encontram-se entre os mais fortes impulsionadores para a migração», adiantam os especialistas.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a desigualdade de rendimentos nos Estados-membros encontra-se no nível mais alto dos últimos 50 anos. O rendimento médio de 10 por cento da população mais rica é 9,5 vezes mais alto do que 10 por cento da população mais pobre, e a desigualdade de riqueza é ainda mais pronunciada, com 10 por cento da classe mais alta a possuir metade da riqueza total, enquanto que 40 por cento da classe mais baixa tem apenas três por cento.

Perante este cenário, os especialistas da ONU apelam a um desenvolvimento mais equitativo a nível internacional, com a distribuição justa dos benefícios do desenvolvimento e a igualdade de oportunidades para todos, nomeadamente no acesso à educação, serviços de saúde, alimentação e habitação, tal como é preconizado na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento.
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