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Fátima
Atitudes para a paz apresentadas em Fátima
Texto J.B. | Foto Santuário de Fátima | 02/01/2019 | 12:04
No primeiro dia de 2019, os peregrinos da Cova da Iria foram advertidos para o poder das palavras que utilizam no dia a dia. Umas podem contribuir para destruir relações, e outras para construir a paz e melhorar a vida dos outros
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Comportamentos que favorecem a fraternidade foram apresentados no primeiro dia do novo ano na Cova da Iria. «Precisamos de palavras boas, que nos tornem melhores pessoas, que nos alimentem. É bom ouvir dizer bem, porque, de alguma forma, o que é dito transforma-nos. Dizer o bem provoca o bem, porque as palavras também nos constroem, sustentam-nos, fazem-nos viver e crescer. Dizer bem torna-nos capazes de dar mais espaço ao bem que há em nós», demonstrou Vítor Coutinho, sacerdote e vice-reitor no Santuário de Fátima.

O responsável destacou a importância da escolha das palavras. «As palavras boas protegem-nos do medo e da solidão; tornam presente um rosto e, por isso, combatem a indiferença e dão força para fazer caminho», disse o sacerdote na última terça-feira, 1 de janeiro, data em que se celebra o Dia Mundial da Paz, durante a Eucaristia a que presidiu no Santuário de Fátima, pelas 15h00.

Pelo lado oposto, o religioso lembrou que as «palavras que destroem e que se focam no mal» podem arruinar vidas. Por isso, o vice-reitor do Santuário de Fátima alertou os fiéis para as «palavras agressivas, a exposição violenta da vida pessoal e a difamação». «Com facilidade, também nos nossos hábitos quotidianos, damos lugar à maledicência, com palavras que não dizem bem dos outros, que desencorajam, que fazem perder o ânimo e levam ao desespero e ao conflito, envenenam as relações e afastam as pessoas. São destruidoras, as palavras que desfiguram a imagem do outro», advertiu o religioso.

Depois de desejar um «abençoado ano de 2019» aos peregrinos, Vítor Coutinho voltou a recordar aos fiéis que o «modo como falamos dos outros e aos outros» pode contribuir para a paz mundial. «As nossas palavras deviam ser sempre palavras de bênção, que põem a descoberto o bem que há no outro, que dão ânimo e ajudam a caminhar, capazes de sustentar e erguer quem se sente caído. O nosso melhor contributo para a paz no mundo pode ser uma palavra boa», realçou o sacerdote, citado pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

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