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Ajuda alimentar guardada há quatro meses no Iémen
Texto F.P. | Foto Lusa | 10/02/2019 | 07:02
Equipas humanitárias não têm acesso a complexo onde estão armazenados cereais que dariam para alimentar 3,7 milhões de pessoas durante um mês, por causa da insegurança
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O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, manifestou-se esta semana «profundamente preocupado» com a falta de acesso a um armazém, no Iémen, onde está guardada ajuda alimentar desde setembro do ano passado.

«Esta ajuda permanece sem ser usada há quatro meses e possivelmente vai estragar-se, enquanto perto de 10 milhões de pessoas estão a um passo da fome. Ninguém ganha com esta situação, mas milhões de pessoas famintas continuam a sofrer», lamentou o responsável em comunicado, sublinhando que os cereais armazenados seriam suficientes para alimentar 3,7 milhões de pessoas durante um mês.

O mês passado, dois silos foram atingidos por morteiros que caíram no complexo, localizado em uma área controlada pelo governo do Iémen, em Hodeida, e o incêndio que se seguiu «destruiu parte dos cereais, provavelmente o suficiente para alimentar centenas de milhares de pessoas».

Até ao momento, as forças afiliadas do movimento houthi têm recusado autorizar as Nações Unidas a cruzar as linhas de frente em áreas controladas pelo governo, alegando preocupações de segurança. E com o passar do tempo, aumenta o risco de deterioração desta ajuda alimentar.

Apesar destas contrariedade, em 2019, as Nações Unidas e os seus parceiros esperam aumentar a sua resposta no Iémen para chegar a 12 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 50 por cento em relação às metas do ano passado. Em dezembro passado, o Programa Alimentar Mundial (PAM) chegou a mais de 10 milhões de pessoas, um número recorde.
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