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Fátima
Turismo religioso ajuda a alcançar receitas recorde
Texto F.P. | Foto Luis Filipe Coito | 20/02/2019 | 15:28
Secretária de Estado do Turismo destaca a importância do turismo religioso nas receitas alcançadas o ano passado a nível nacional, que apresentaram um crescimento de 10 por cento em relação a 2017
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As receitas do Turismo em Portugal no ano passado, segundo dados divulgados esta quarta-feira, 20 de fevereiro, pelo Banco de Portugal, atingiram os 16,6 mil milhões de euros, o que significa um aumento de 20 por cento em relação a 2017 e um crescimento de 45 por cento, comparativamente com 2015. Para a secretária de Estado do Turismo, que esteve na Escola de Hotelaria de Fátima na apresentação dos VII Workshops Internacionais de Turismo Religioso, estes resultados mostram que o setor «teve uma mudança estrutural nos últimos anos» e que a estratégia adotada foi a mais correta.

«Estamos a conseguir diversificar mercados, atraindo turistas que gastam mais quando estão no território, e que quem nos visita se disperse mais pelo país. Os meses em que a receita teve um crescimento maior foram os meses de época baixa, o que demonstra que o turismo esta a alargar ao longo de todo o ano, pois atingimos o índice de sazonalidade mais baixo de sempre (35 por cento), que foi também o mais baixo da Europa», afirmou Ana Mendes Godinho.

Para alcançar estes valores recorde, o turismo religioso tem-se revelado fundamental, pela conquista de mercados muito associados às viagens relacionadas com a espiritualidade, como o mercado americano, polaco e asiático. Ao mesmo tempo, enquanto produto diferenciador, o turismo religioso tem ajudado também «a posicionar o país como um país aberto, de diálogo, intercultural, e que não só bom para visitar, mas também para viver, estudar e investir», sublinhou a secretária de Estado.

Um bom exemplo disso têm sido os Workshops Internacionais de Turismo Religioso, promovidos pela Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), que este ano decorrem entre 7 e 9 de março, voltam a distribuir os mais de 1.000 participantes pela Cova da Iria e pela cidade da Guarda, e atingem o valor recorde de 160 operadores, oriundos de 41 países, interessados em negociar produtos turísticos. Estão previstas quase 5.000 reuniões entre compradores e vendedores.

«Fátima é uma âncora em termos de potencial turístico e desenvolvimento económico para a região centro», além do efeito de arrastamento que pode ter para o resto do território nacional, destacou por sua vez o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Jorge Brandão.

Na sessão, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, realçou a importância deste encontro mundial de profissionais de turismo religioso para Fátima, para a região centro e para Portugal, e pediu ao governo mais atenção ao concelho de Ourém, nomeadamente no apoio à construção e melhoramento das infraestruturas na Cova da Iria. «A imagem de Fátima é também a imagem de Portugal», afirmou o autarca.
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