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Moçambique
Novo bispo: nomeação recebida com «humildade e confiança»
Texto Opinião | Diamantino Antunes | Foto Ana Paula | 23/03/2019 | 09:21
Diamantino Antunes, o primeiro missionário da Consolata português a ser nomeado bispo, será ordenado em Tete, Moçambique, no próximo dia 12 de maio. O seu testemunho na primeira pessoa
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Neste dia em que foi comunicada a decisão do Papa Francisco de nomear bispo de Tete, a primeira palavra não podia deixar de ser de comunhão. Comunhão com o povo da nossa Província Eclesiástica da Beira, da qual a diocese de Tete faz parte, que vive uma situação de sofrimento e angústia após a passagem do ciclone IDAI e as cheias subsequentes. Comunhão com todos os que sofreram os efeitos da calamidade que se abateu sobre as províncias de Sofala, Chimoio e nalgumas zonas da província de Tete e da província da Zambézia. Muitos ficaram sem os seus entes queridos, sem casa e sem bens. O momento que atravessamos convoca-nos à união, à oração e à ação. 

Quero partilhar também dois sentimentos que experimento hoje: humildade e confiança. Humildade por me sentir pequeno perante a enorme tarefa que me espera – agora agravada com as feridas abertas nos últimos dias - e também pelo receio de desmerecer a confiança e a expectativa em mim depositadas. Mas, a graça de Deus depositou em mim também a «confiança». Confiança por ir trabalhar no anúncio do Evangelho e da promoção humana nas terras de Tete, uma das primeiras regiões de Moçambique onde chegaram os arautos do Evangelho. Confiança que reside na certeza de que quem trabalha por Deus e se deixa inspirar por Ele não se atemoriza com as dificuldades, pois Ele as saberá converter em caminhos de esperança. Caminhos que nos reúnem e nos conduzem a Ele. 

Preparo-me agora para seguir para Tete com o propósito de servir. Uma diocese enorme, com uma superfície de 100.724 quilómetros quadrados, com uma população de 2.764.169 habitantes, sendo os católicos 23 por cento da população total. A diocese está situada no cento-oeste do país, tendo ao norte a Zâmbia, a leste o Malawi e a oeste o Zimbabwe. Foi aqui que os Missionários da Consolata iniciaram a sua atividade missionária em 1926. 

É uma igreja viva, com muitas potencialidades. Existe carência de missionários e de clero local diocesano para responder às necessidades espirituais e de formação da população. Existem 28 missões/paróquias, algumas não têm equipa missionária residente. Dar assistência religiosa às zonas mais periféricas e abandonadas e ao mesmo tempo responder aos desafios pastorais emergentes, sobretudo da pastoral urbana e juvenil, são as prioridades da diocese. Assim Deus me ajude contando com a colaboração e amizade de todos.
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