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Concluída fase diocesana do processo de beatificação mártires do Guiúa
Texto Diamantino Antunes | Foto Diamantino Antunes | 25/03/2019 | 10:16
Luísa Mafo e companheiros, catequistas de Inhambane, foram mortos em 22 de março de 1992, enquanto se encontravam a participar no curso de formação de catequistas no Centro Catequético de Guiúa
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No passado dia 23 de março realizou-se no Centro Catequético de Guiúa, diocese de Inhambane, a sessão de encerramento da fase diocesana do Inquérito da causa de beatificação e canonização de um grupo de catequistas e seus familiares mortos por ódio à fé. Esta é a primeira causa de beatificação iniciada e concluída, na sua fase diocesana em Moçambique.

Em 23 de março de 2014, percebendo a fama de martírio da catequista Luísa Mafo e companheiros, testemunhada pelo Povo de Deus, o bispo de Inhambane, Adriano Langa, deu o primeiro passo para a causa da sua beatificação.Nomeou postulador, o padre Diamantino Antunes, missionário da Consolata, para seguir o processo.

Em 2016, o bispo de Inhambane, depois de consultar os bispos de Moçambique sobre a oportunidade de avançar com o processo de beatificação, recebeu da Congregação para a Causa dos Santos, o organismo do Vaticano responsável pelas causas de beatificação e canonização, o «nihil obstat» (autorização) para abertura do inquérito diocesano para a Causa de Beatificação dos Catequistas Mártires do Guiúa.

A sessão de abertura do processo diocesano teve lugar no dia 25 de março de 2017, por ocasião dos 25 anos da morte de Luísa Mafo e companheiros, na Igreja Paroquial de Guiúa. Para a função de delegado episcopal foi nomeado o frei Guilherme da Costa Gonçalves; para Promotor de Justiça, o padre Jeremias Moisés dos Santos; para a função de notário atuário, o frei Amaral Bernardo Amaral e para a função de notário adjunto, o padre Anastancio Gemo.

A fase diocesana do processo de beatificação dos Servos de Deus foi concluída pelo Tribunal Eclesiástico da diocese de Inhambane no dia 23 de março, na sessão de encerramento. O trabalho realizado durou dois anos. O tribunal reuniu-se em 31 sessões na diocese de Inhambane e nas arquidioceses de Maputo e da Beira.

Foram interrogadas 134 testemunhas, entre familiares, colegas, missionários e testemunhas do massacre de 22 de março de 1992. Os documentos recolhidos e que contêm o depoimento das testemunhas interrogadas e os documentos escritos conservados nos arquivos somam 3.940 páginas. Os originais desta documentação foram lacrados e arquivados na diocese de Inhambane e duas cópias foram encaminhadas para a Santa Sé, pelo portador escolhido, monsenhor Cristiano Antonietti, encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica em Moçambique.

Na sessão pública de encerramento, testemunhada por milhares de peregrinos que ocorreram ao Guiúa, foram realizadas as formalidades canónicas de encerramento da fase diocesana do processo de beatificação. Os Servos de Deus Luísa Mafo e companheiros, catequistas de Inhambane, foram mortos em 22 de março de 1992, enquanto se encontravam a participar no curso de formação de catequistas no Centro Catequético de Guiúa.
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