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Venezuela: «O problema humanitário é muito real»
Texto F.P. | Foto Jaime C. Patias | 11/04/2019 | 10:34
Representante das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários alerta para dimensão das necessidades, que é cada vez maior, e sustenta que é urgente separar os objetivos políticos dos humanitários
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O subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, alertou o Conselho de Segurança da organização para o aumento das necessidades humanitárias na Venezuela e apelou a ações mais concretas e urgentes para fazer face às carências da população. «O problema humanitário é muito real e muito mais precisa ser feito» para garantir ajuda a pelo menos sete milhões de pessoas, em situação de maior vulnerabilidade.

Salientando a urgência em «separar os objetivos políticos e humanitários», o responsável pediu mais apoio para proteger a neutralidade e imparcialidade da ação humanitária e apelou aos Estados-membros que façam pressão para que haja acesso contínuo e regular aos necessitados, e assegurem fundos para financiar a expansão de programas de auxílio.

No seu discurso, Lowcock destacou ainda que os apagões generalizados recorrentes afetaram toda a Venezuela. Os sistemas de água e esgotos foram interrompidos e a situação económica continuou a piorar, assim como o poder de compra das pessoas, tornando os alimentos ainda menos acessíveis para muitas famílias.

A crise política e económica tem contribuído também para o ressurgimento de doenças evitáveis como a tuberculose, difteria, sarampo e malária. Cerca de 2,8 milhões de pessoas precisam de assistência médica, incluindo 1,1 milhão de crianças.
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