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República Centro-Africana
Missionário alerta para consequências da mineração
Texto F.P. | Foto DR | 12/04/2019 | 07:02
Exploração de minas de ouro na República Centro-Africana está a causar impactos ambientais significativos e o metal precioso estará a sair do país sem qualquer controlo por parte do Estado, denuncia o religioso
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Um missionário carmelita aproveitou o seu blogue pessoal para denunciar a pressão das empresas de mineração na região oeste da República Centro-Africana, que estará a provocar danos significativos no meio ambiente e a defraudar o Estado por alegada falta de controlo na fiscalização do produto extraído e enviado para o exterior.

«É impressionante ver o desastre criado: montanhas de cascalho, buracos cheios de água, o curso do rio destruído, água contaminada (provavelmente pelo uso de mercúrio para facilitar a descoberta de ouro). Só em maquinaria e combustível, calculei um gasto diário de pelo menos 30 mil euros. Quanto deverão ganhar para gastar tanto?», interroga-se Aurelio Gazzera, missionário em Bozoum.

Segundo informações enviadas pelo sacerdote à agência Fides, nos últimos meses uma empresa chinesa abriu pelo menos 17 minas na região para explorar ouro e desviou o curso do rio Ouham para facilitar os trabalhos. «Ecologicamente, devastaram parte da floresta, com grandes buracos e montanhas de terra removida», lamenta o missionário.

Os dividendos do negócio parecem não entrar nos cofres do Estado. «As autoridades fingem que não sabem nada, mas o ouro sai todas as semanas para os Camarões. Na fronteira, curiosamente, não há nenhum controlo. E o Estado tão pouco recebe por esta exportação de ouro», denuncia Aurelio Gazzera.
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