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Grupos armados recrutaram 3.500 crianças na Nigéria
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/04/2019 | 12:23
Maioria dos jovens tinham entre 13 e 17 anos e foram usados no conflito armado no nordeste do país. Mais de uma centena de meninas sequestradas continuam desaparecidas
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Um alerta lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a propósito do quinto aniversário do sequestro de Chibok, na Nigéria, recorda que mais de 100 das meninas sequestradas continuam desaparecidas e que, entre 2013 e 2017, os grupos armados não estatais recrutaram mais de 3,5 mil crianças para usar no conflito armado.

Na mensagem, a agência refere que o sequestro generalizado de crianças e as violações graves dos direitos infantis continuam a ocorrer no nordeste do país. O ano passado, por exemplo, há registo de 432 menores mortos ou mutilados, de 180 sequestrados e de 43 meninas abusadas sexualmente.

«As crianças devem sentir-se seguras em casa, nas escolas e nos espaços de lazer em todos os momentos», afirma o representante do UNICEF na Nigéria, Mohamed Malick Fall, fazendo um apelo às partes envolvidas no conflito para que cumpram as suas obrigações perante a lei internacional para acabar com as violações contra as crianças e parar os ataques a infraestruturas civis, incluindo escolas.

Segundo a ONU, desde 2012, grupos armados não estatais no nordeste da Nigéria recrutaram e utilizaram crianças como combatentes e não combatentes, violaram e forçaram raparigas a casar e cometeram outras violações graves contra as crianças. Algumas das meninas engravidam em cativeiro e dão à luz sem qualquer cuidado ou atenção médica.

O UNICEF tem apoiado o governo da Nigéria nos seus esforços para proteger as crianças do país. Em 2017 e 2018, a agência juntamente com os seus parceiros forneceu serviços de reintegração baseados na comunidade a mais de 9,8 mil menores anteriormente associados a grupos armados, bem como a crianças vulneráveis.
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