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México encerra centros de acolhimento para migrantes
Texto F.P. | 12/04/2019 | 15:17
Nova política do governo mexicano levou ao encerramento de quatro centros, por falta de condições. A responsabilidade de apoio aos migrantes recai agora sobre as organizações não governamentais e instituições da Igreja
Horas depois de ser conhecida a foto vencedora do prestigiado concurso World Press Photo 2019, que retrata o drama dos menores separados das suas famílias na fronteira dos Estados Unidos da América (EUA), a agência Fides recebeu notícias preocupantes do México, que davam conta do encerramento de quatro centros de acolhimento para migrantes e do drama que continuam a viver as pessoas que procuram fugir da pobreza e da violência.

A situação real contada pela foto «A criança que chora na fronteira», da autoria de John Moore, depois de quase um ano, continua a mesma: o calvário das caravanas que não deixam de chegar à fronteira mexicana com os EUA, lamentam as fontes contactadas pela agência de informação. Com a agravante de terem encerrado os centros para migrantes em Morelia, Acapulco, Nogales e Reynosa, por «falta de condições mínimas de acolhimento e prestação de serviços».

A responsabilidade de oferecer comida e alojamento aos migrantes, revelam as mesmas fontes, recai agora nas poucas organizações não governamentais (ONG) presentes e na Igreja. Embora alguns municípios das cidades fronteiriças, como Tijuana, tenham uma comissão municipal para migrantes, na prática são as igrejas locais e algumas organizações da sociedade civil que, com esmolas e ofertas dos fiéis e as doações dos cidadãos, conseguem acolher e alimentar os migrantes nacionais e estrangeiros.

Só na cidade mexicana de Tijuana, um destino favorito para aqueles que procuram entrar nos EUA, há 17 «casas do migrante» administradas pela Igreja e pelas ONG, que ainda funcionam mas estão saturadas pelo retorno massivo dos centro-americanos que solicitaram asilo às autoridades norte-americanas e regressam ao México enquanto esperam por uma decisão.
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