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Moçambique: psicólogos ajudam vítimas do ciclone
Texto F.P. | Foto DR | 13/04/2019 | 07:02
Especialistas tentam evitar que as pessoas afetadas caiam em situação de desgaste psicológico por falta de alimentos. A distribuição de ajuda tem encontrado algumas dificuldades, com denúncias de desvio de bens
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As equipas de psicólogos enviadas para a região centro de Moçambique pelo Ministério da Saúde, para prestarem assistência às vítimas do ciclone Idai, apelaram ao envio e distribuição urgente de assistência alimentar, para evitar o desgaste psicológico da população, por falta de alimentos.

«É urgente alocar bens de primeira necessidade, para permitir trabalhar mais facilmente com os sintomas psicológicos, porque numa situação de luta pela sobrevivência, o ser humano tende a agir de forma impulsiva para tentar garantir o seu direito mais básico. E, nesta situação, a equipa de saúde mental tem um papel fundamental para ajudar a diminuir esses conflitos», sublinha Palmira Santos, investigadora em saúde mental.

A distribuição de comida para os afetados tem sido um a autêntica dor de cabeça, com denúncias de desvios de bens à mistura e relatos de pessoas que estão a abandonar os centros de acolhimento temporário devido à falta de produtos de primeira necessidade. Para a especialista, citada pela agência Lusa, é fundamental tranquilizar estas pessoas e «orientá-las em relação aos recursos disponíveis que estão a ser criados pelas várias instituições».

Outra preocupação de Palmira Santos é a possibilidade das crianças e adolescentes não serem contempladas pela campanha de assistência psicológica, dada a escassez de recursos humanos, apesar dos esforços que os profissionais no terreno estão a fazer para garantir assistência aos grupos sociais mais vulneráveis.
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