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Massacres no Mali e Burkina Faso geram instabilidade
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/06/2019 | 17:34
Teme-se o envolvimento de grupos jihadistas nos ataques e que isso implique uma espiral de violência, potenciada com a associação dos confrontos a eventuais conotações religiosas
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As igrejas Católica e Evangélica do Mali estão preocupadas com os mais recentes ataques no país e no Burkina Faso e tentam, por todos os meios que têm ao seu alcance, evitar que o conflito entre os muçulmanos e o resto da população assuma uma conotação religiosa que ponha em causa a segurança de toda a região.

Segundo os líderes religiosos, existe o risco que sejam implicados nestes conflitos os grupos jihadistas e que isso alimente uma espiral de violência acrescentado conotações religiosas, uma situação que seria difícil de controlar e que poderia chegar a todos os países do Sahel.

Por enquanto, e em relação ao último ataque, na noite de 9 para 10 de junho, em Sobame Da (Mali), tudo aponta tratar-se de uma rivalidade entre as etnias peuls e dogon. Um grupo de homens armados invadiu a aldeia durante a noite, matando pelo menos 95 pessoas, entre elas crianças, mulheres e idosos.

Os confrontos entre as populações nómadas, dedicadas à pastorícia, e os camponeses, são frequentes em diferentes partes da África, mas nos últimos anos com a proliferação das armas de guerra os conflitos tornaram-se mais sangrentos. A preocupação agora é que estas altercações comecem a envolver movimentos extremistas.
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