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Transtornos mentais afetam população em zonas de conflito
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/06/2019 | 07:03
Uma pesquisa recente da Organização Mundial de Saúde concluiu que os problemas mentais na população são mais comuns do que se pensava nas regiões afetadas pela violência
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Uma em cada cinco pessoas que vivem em áreas afetadas por conflitos sofre de depressão, ansiedade, transtorno de stress pós-traumático, transtorno bipolar ou esquizofrenia, segundo dados de uma nova pesquisa efetuada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A análise, publicada esta semana na revista científica The Lancet, conclui que cerca de nove por cento das populações afetadas por conflitos têm um transtorno de saúde mental moderada a grave, um número substancialmente mais alto do que a estimativa para a população em geral.

«Estes números destacam a necessidade de um investimento maior e sustentado no desenvolvimento de serviços de saúde mental em áreas afetadas por conflitos», defendem os responsáveis da OMS, sublinhando que os resultados obtidos «podem orientar a implementação estratégica de serviços e a atribuição mais eficiente de recursos escassos».

Atualmente, existem grandes crises humanitárias provocadas por conflitos em vários países, incluindo Afeganistão, Iraque, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, Síria e Iémen. Em 2016, o número de conflitos armados atingiu o valor mais alto de sempre, com 53 conflitos em 37 países e 12 por cento da população mundial vivendo numa zona de conflito ativa. Nesse ano, quase 69 milhões de pessoas foram obrigadas a deslocar-se por conflitos, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial.
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