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Portugal atrasado na aplicação de medidas anti-corrupção
Texto F.P. | Foto DR | 25/06/2019 | 12:10
Relatório revela que o país registou a maior proporção de recomendações não implementadas para prevenir a corrupção no sistema judiciário. Em segundo lugar ficou a Turquia
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O mais recente relatório do Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO), relativo a 2018, revela que Portugal foi o país com maior proporção (73 por cento) de recomendações não implementadas, seguido da Turquia, com 70 por cento.

Segundo o documento citado pela agência Lusa, que analisa o nível de implementação de recomendações para prevenir a corrupção no sistema judiciário, no que diz respeito ao número total de medidas não aplicadas, a Turquia surge na frente, com 26 medidas não implementadas, seguido de Portugal (11) e Grécia (10).

Portugal figura também entre os 16 países - juntamente com o Azerbaijão, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Dinamarca, Alemanha, Lituânia, Malta, Roménia, Sérvia Eslováquia, Espanha e Turquia - que ainda não implementaram completamente uma única das medidas GRECO relativas ao Ministério Público.

E consta da lista de 10 países - ao lado da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Dinamarca, Grécia, Islândia, Irlanda, Sérvia e Espanha - que ainda não implementaram na totalidade qualquer das medidas respeitantes aos juízes.

O GRECO é um órgão do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo (França), que faz a monitorização anti-corrupção. Surgiu em 1999, como um acordo subscrito por 17 Estados- membros do Conselho da Europa, mas que também está aberto a Estados não europeus, tendo atualmente 49 membros.
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