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Chuva ameaça segurança de rohingyas no Bangladesh
Texto F.P. | Foto OIM / Mohammed | 09/07/2019 | 07:02
Apenas com três dias de pluviosidade intensa, as inundações e os deslizamentos de terras destruíram mais de 200 abrigos e deixaram feridas pelo menos 11 pessoas nos acampamentos de refugiados de Cox´s Bazar
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Ainda faltam quatro meses para terminar a época de monções e os problemas com as inundações e deslizamentos de terras já começaram a colocar em perigo os mais de 900 mil refugiados rohingya que vivem nos acampamentos de Cox´s Bazar, no Bangladesh. Nos últimos dias, a chuva intensa destruiu 273 abrigos e causou ferimentos em pelo menos 11 pessoas.

Segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que tem equipas no terreno a ajudar as famílias com necessidades urgentes, mais de 2.000 pessoas tiveram que ser realojadas, porque os seus abrigos sofreram danos ou como medida de precaução.

Isto apesar dos preparativos para a temporada de monções terem começado em janeiro, com a construção de barreiras de contenção e abertura de zonas de drenagem. Para a realização dos trabalhos, o Programa Alimentar Mundial (PAM) deu emprego a 21 mil refugiados por mês, ao abrigo de um plano de dinheiro por trabalho.

Quase dois anos após a chegada dos rohingya ao Bangladesh, devido à violência em Myanmar, a situação nos acampamentos continua muito crítica. Os refugiados continuam vulneráveis à insegurança alimentar e dependentes de ajuda humanitária. «O PAM precisa de 21 milhões de euros por mês para alimentar os cerca de 900 mil deslocados e, sem o apoio contínuo da comunidade internacional, tudo se tornará cada vez mais terrível», sublinhou o porta-voz da agência, Herve Verhoosel.
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