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Costa Rica abre escolas a crianças que fugiram da Nicarágua
Texto F.P. | Foto ACNUR / Flavia Sanchez | 12/07/2019 | 07:02
Milhares de menores que fugiram com os pais da crise social e política na Nicarágua puderam regressar às aulas, graças à abertura das escolas das cidades fronteiriças da Costa Rica
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«A generosidade demonstrada pela Costa Rica encarna o espírito do Pacto Mundial para os Refugiados. Estes esforços demonstram que a solidariedade pode implementar-se e servir de inspiração para todos nós», afirmou esta semana o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Costa Rica, em reação ao acolhimento de milhares de menores fugidos da Nicarágua, nas escolas costa-riquenhas.

Segundo Milton Moreno, o ano passado, cerca de 75 mil pessoas fugiram da crise social e política na Nicarágua e muitas delas, dirigiram-se para a Costa Rica pela sua proximidade. Em resposta a esta afluência massiva, as escolas do norte do país começaram a simplificar os requisitos de acesso para permitir a entrada aos menores nicaraguenses, mesmo aos indocumentados, possibilitando assim que as crianças regressassem às aulas, após longos períodos sem estudar. O ACNUR está a apoiar as escolas e comunidades com donativos, mobiliário e utensílios escolares.

Enquanto isto, o clima de tensão mantém-se na Nicarágua, onde as comunidades católicas celebraram recentemente o primeiro aniversário da morte violenta de um grupo de manifestantes, em Jinotepe, Diriamba e Carazo. De acordo com testemunhos recolhidos pela agência Fides, as forças policiais montaram um dispositivo musculado para limitar as expressões populares em memória das vítimas.
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