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Portugal
Acordo social vai abranger 14 mil instituições
Texto F.P. | Foto DR | 11/07/2019 | 10:22
Pacto entre instituições sociais e o Estado prevê uma comparticipação de 1,5 mil milhões de euros para 2019/2020. União das Misericórdias admite que aumento da verba poderá servir para melhorar os salários dos trabalhadores
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O setor social e o Estado assinam esta quinta-feira, 11 de julho, um novo acordo social, que prevê uma comparticipação de 1,5 mil milhões de euros em 2019/2020, o que significa um aumento de 3,5 por cento em relação ao anterior acordo de cooperação, revelou a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

Segundo a governante, esta verba vai beneficiar mais de 450 mil utentes, das mais de 14 mil respostas sociais espalhadas pelo país, e poderá servir para aumentar os salários dos trabalhadores das instituições de solidariedade social.

«Os encargos salariais têm, como na generalidade das empresas, um peso muito relevante e, portanto, admito que a atualização possa ser um fator que permita às instituições fazerem face à questão salarial e de atualização», disse Cládia Joaquim, em declarações à agência Lusa.

Para o presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, o facto do acordo de cooperação trazer um aumento significativo das verbas transferidas pela Segurança Social, pode efetivamente vir a servir para melhorar os salários dos trabalhadores, uma vez que há «um problema gravíssimo» na contratação de profissionais.

No âmbito do novo pacto, e de acordo com a secretária de Estado, nas candidaturas para celebração de acordos de cooperação é dada prioridade aos concelhos onde existe menos taxa de cobertura, uma vez que isso pode ser indicador de maiores dificuldades nas instituições ou que as próprias famílias possam estar obrigadas a comparticipações mais elevadas.

Por outro lado, serão criadas equipas de apoio e de suporte técnico às instituições, uma medida «nova e inovadora», que tem como objetivo identificar possíveis casos de risco de desequilíbrio financeiro.
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