Mundo
Ébola continua a alastrar e já provocou uma demissão
Texto F.P. | Foto Lusa | 23/07/2019 | 15:06
Ministro da Saúde da República Democrática do Congo demitiu-se depois do Presidente ter assumido a supervisão do combate à epidemia. A doença já causou a morte a mais de 1.700 pessoas
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O ministro da Saúde da República Democrática do Congo (RDC), Oly Ilunga, apresentou o pedido de demissão após o Presidente, Félix Tshisekedi, ter chamado a si a responsabilidade de supervisão do combate à epidemia de ébola que alastra no país desde agosto do ano passado.

Na carta de demissão, o ministro comparou a resposta ao vírus a uma «guerra», defendeu que as linhas de comando devem estar «claramente identificadas e definidas», e afirmou que não faz muito sentido «haver mais um centro de decisão, sob o risco de criar confusão» que pode ser prejudicial ao combate.

O atual surto de ébola foi declarado em agosto de 2018. Desde então, já morreram 1.737 pessoas com a doença, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a epidemia como «emergência de saúde pública de interesse internacional».

A Direção-Geral da Saúde portuguesa desaconselha as viagens à República Democrática do Congo e sugere, nos casos de viagem indispensável, que se lave e descasque fruta e vegetais antes de consumir, e que se evite carne de caça.

Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas, recorda a agência Lusa.
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